Química · Estrutura Atômica

Diagrama de Pauling

Como distribuir os elétrons de um átomo camada por camada — e como usar essa distribuição para prever se dois elementos formam uma ligação iônica, covalente ou metálica.

01 Camadas e subníveis

Os elétrons de um átomo não ficam soltos ao redor do núcleo: eles ocupam camadas (níveis de energia, numeradas de 1 a 7 e nomeadas de K a Q) e, dentro de cada camada, subníveis (s, p, d, f). Cada subnível tem um limite fixo de elétrons.

Capacidade máxima de elétrons por subnível
SubnívelElétrons máximosNotação
s2
p6p⁶
d10d¹⁰
f14f¹⁴
As sete camadas eletrônicas
CamadaNível (n)Subníveis possíveis
K11s
L22s, 2p
M33s, 3p, 3d
N44s, 4p, 4d, 4f
O55s, 5p, 5d, 5f
P66s, 6p, 6d
Q77s, 7p

02 O diagrama de Pauling

Os subníveis não são preenchidos na ordem "óbvia" (1s, 2s, 2p, 3s, 3p, 3d...). Eles são preenchidos na ordem de energia crescente, e o diagrama de Pauling é só um mapa visual dessa ordem: siga as diagonais, de cima para baixo.

Diagrama de Pauling: tabela de camadas K a Q com subniveis s, p, d, f e setas diagonais indicando a ordem de preenchimento

Leia cada diagonal de cima para baixo — a ordem de preenchimento é a ordem em que as flechas cruzam os subniveis.

Seguindo as diagonais, a ordem de preenchimento (chamada de ordem energética) é sempre a mesma para qualquer átomo:

Repare que 4s vem antes de 3d, e 5s antes de 4d — é a energia do subnível que manda, não o número da camada. Isso costuma confundir no começo, então vale decorar a sequência acima em vez de tentar "adivinhar".

03 Monte a distribuição eletrônica

Digite o número atômico (Z = número de elétrons de um átomo neutro) e veja o preenchimento acontecer subnível por subnível, na ordem energética — e qual é a camada de valência resultante.

Ordem de preenchimento (energética)

Reagrupado por camada (K, L, M...)

04 Da camada de valência às ligações

A camada de valência é a última camada da distribuição — a mais externa, a que realmente participa das reações. É o número de elétrons nela que decide como um átomo vai se combinar com outro, buscando ficar estável (geralmente com 8 elétrons na última camada — a regra do octeto).

Ligação iônica

Metal doa, ametal recebe

Ocorre entre um metal (poucos elétrons na última camada, "quer" perdê-los) e um ametal (perto de 8 elétrons, "quer" completá-los). O metal transfere elétrons por completo para o ametal. Os dois viram íons — o metal fica positivo (cátion), o ametal fica negativo (ânion) — e se atraem por força eletrostática.

Na 1 elétron na última camada Cl 7 elétrons na última camada

Exemplo: Na (1 elétron de valência) cede 1 elétron ao Cl (7 elétrons de valência) → Na⁺ + Cl⁻ → NaCl

Ligação covalente

Ametal com ametal: compartilham

Ocorre entre dois ametais (ou hidrogênio). Nenhum dos dois "quer" perder elétrons — os dois estão perto de completar 8. Em vez de transferir, eles compartilham pares de elétrons, e cada par compartilhado conta para o octeto dos dois átomos ao mesmo tempo.

Cl Cl par de elétrons compartilhado

Exemplo: dois átomos de Cl (7 elétrons de valência cada) compartilham 1 par → Cl₂

Ligação metálica

Metal com metal: elétrons livres

Ocorre entre átomos de metais. Como todos "querem" perder elétrons, ninguém segura firme os elétrons da última camada — eles ficam livres, formando uma espécie de "mar de elétrons" que circula entre os núcleos positivos, mantendo tudo unido. É isso que dá aos metais a condutividade elétrica e o brilho característicos.

Fe⁺ Fe⁺ Fe⁺ Fe⁺ mar de elétrons livres

Exemplo: átomos de Fe cedem elétrons a um "mar" comum, formando o retículo metálico do ferro

05 Simulador de ligação

Escolha dois elementos e veja, com base na camada de valência de cada um, que tipo de ligação eles tendem a formar.

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